sábado, 19 de julho de 2014

Conhecendo o Marco de Ação de Hyogo - Parte 2/2

             


Daremos Continuidade com a nossa Segunda e Última Parte. Esperamos que tenham gostado até aqui.

Quarto, Quem São os Encarregados da Redução do Risco de Desastres e da Implementação do Marco de Hyogo? A colaboração e a cooperação São Elementos Essenciais para a Redução dos Riscos de Desastres: Os Estados, os Entes e Instituições Regionais, e as Organizações Internacionais devem desempenhar um papel importante nesta tarefa.

Assim mesmo, a sociedade Civil, incluindo os voluntários e as Organizações de base, a Comunidade Científica, os Meios de Comunicação e o Setor Privado são Atores Essenciais. Segue abaixo, uma Mostra da Variedade e Diversidade dos Atores e Suas Responsabilidades:

Os Estados:

• Desenvolver Mecanismos Nacionais de Coordenação;

• Conduzir Avaliações de Referência Sobre a Situação da Redução do Risco de Desastres;

• Publicar e Atualizar Resumos dos Programas Nacionais;

• Revisar o Progresso Nacional Alcançado na Consecução dos Objetivos e as Prioridades do Marco de Ação de Hyogo;

• Se Ocupar da Aplicação de Instrumentos Jurídicos Internacionais relevantes; e


• Integrar a Redução dos Riscos de Desastres as Estratégias Sobre Mudança Climática.

As Organizações Regionais: 

• Promover Programas Regionais para a Redução dos Riscos de Desastres;

• Empreender e Publicar Avaliações de Referência nos Planos Regionais e Sub-regionais;

• Coordenar os Processos de Revisão Sobre o Processo alcançado na Implementação do Marco de Ação de Hyogo;

• Estabelecer Centros Regionais de Colaboração;

• Oferecer seu Apoio ao Desenvolvimento de Mecanismos Regionais de Alerta Prévio;

* As Organizações Internacionais:

• Fomentar a integração da Redução de Riscos de Desastres nos Programas e Marcos de Assistência Humanitária e do Desenvolvimento Sustentável;

• Fortalecer a Capacidade do Sistema das Nações Unidas de Oferecer Assistência aos Países em Desenvolvimento Propensos aos Desastres mediante Iniciativas para a Redução de Riscos de Desastres;

• Oferecer apoio na Recompilação dos Dados e a Elaboração de Prognósticos, o Intercâmbio de Experiências e os Sistemas de Alerta Prévio;

• Respaldar os Esforços do Estado mediante uma Assistência Internacional Coordenada; e

• Fortalecer a Capacitação e o Desenvolvimento de Capacidade em torno da Gestão de Desastres.

O Sistema da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (EIRD): 

• Desenvolver uma Matriz dos Papéis a serem Desempenhados e das Iniciativas Relacionadas com o Marco de Hyogo;

• Facilitar a Coordenação de Ações tanto em Nível Internacional como Regional;

• Desenvolver Indicadores de Progresso alcançado para Prestar Assistência aos Estados na Verificação do Avanço da Implementação do Marco de Hyogo;

• Oferecer Seu Apoio às Plataformas e aos Mecanismos Nacionais de Coordenação;

• Fomentar o Intercâmbio das Melhores Práticas e Lições Aprendidas; e

• Efetuar Revisões Sobre o Progresso alcançado na Consecução dos Objetivos do Marco de Ação de Hyogo


Portanto, empregando todas essas Ações do Marco de Ação de Hyogo, teremos uma Sociedade bem mais preparada,  para responder em situações adversas.


Chegamos ao fim dessa Série de 2 Partes acerca do Marco de Ação de Hyogol. Esperamos que tenham gostado. Fiquem a Vontade para Curtir, Compartilhar, Fazer Comentários ou Dar Sugestões. Vejo Vocês aqui Novamente. Até.......













Referências:
http://www.eird.org/search/index.html?q=marco%20de%20acao%20de%20hyogo
http://www.defesacivil.cursoscad.ufsc.br/avea/file.php/9/Livro_DefesaCivil_5ed_Unidade_3_Revisado.pdf
http://www.integracao.gov.br/cidadesresilientes/pdf/mah_ptb_brochura.pdf
http://www.defesacivil.pb.gov.br/marco-de-hyogo
http://www.revistaemergencia.com.br/noticias/geral/defesa_civil_participa_de_encontro_sobre_o_marco_de_hyogo/AJyJAAja









quarta-feira, 16 de julho de 2014

Conhecendo o Marco de Ação de Hyogo - Parte 1/2

                            


Primeiro, Vamos Entender o que é o Marco de Ação de Hyogo - 2005-20015? O Marco de Ação de Hyogo (MAH) é o Instrumento Mais Importante para a Implementação da Redução de Riscos de Desastres, que Adotaram os Estados Membros das Nações Unidas.

Segundo, Qual é o Objetivo do Marco de Ação de Hyogo - 2005-20015? Seu objetivo Geral é Aumentar a Resiliência das Nações e das Comunidades Frente aos Desastres ao Alcançar, para o ano de 2015, Uma Redução Considerável das Perdas que Ocasionam os Desastres, Tanto em Termos de Vidas Humanas Quanto aos Bens Sociais, Econômicos e Ambientais, das Comunidades e dos Países. 

Desde a Adoção do MAH, Diversos Esforços Realizados em Âmbitos Mundial, Regional, Nacional e Local Abordaram a Redução de Riscos de Desastres de uma Forma mais Sistemática. Porém ainda há muito que fazer.

A Assembléia Geral das Nações Unidas fez Um Chamado para a Implementação do MAH, e Reafirmou a Importância do Sistema Multissetorial da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIRD), e também o da Plataforma Global para a Redução de Riscos de Desastres, para Apoiar e Promover o Marco de Ação de Hyogo.

Assim mesmo, a Assembléia Geral Insistiu aos Estados Membros, que Estabeleçam Plataformas Nacionais Multissetoriais para Coordenar a Redução de Riscos de Desastres em Seus Respectivos Países. Também, Diversos Entes Regionais Formularam Estratégias a Esse Nível para a Redução de Riscos de Desastres na Região Andina, Centro América, o Caribe, Ásia, o Pacífico, África e Europa, em Conformidade com o MAH. Mais de 100 Governos já designaram Pontos Focais  para Continuidade e Implantação do MAH (Em março de 2007).

Terceiro, Quais São os Tópicos Prioritários do Marco de Ação de Hyogo - 2005-20015? Fazer com que a redução dos riscos de desastres seja uma prioridade; Conhecer o risco e tomar medidas; Desenvolver uma maior compreensão e conscientização; Reduzir o risco; e Esteja preparado e pronto para atuar. Vamos explicá-los mais detalhadamente abaixo:

1) Fazer com que a Redução dos Riscos de Desastres Seja uma Prioridade - Para salvar vidas e fontes de sustento que as ameaças naturais põem em risco, é necessário um sólido compromisso nos
âmbitos nacional e local. Da mesma forma, em que atualmente se requer de avaliações de impacto ambiental e social, as ameaças naturais devem ter em conta a tomada de decisão dos setores público e privado.

Para isso os Países devem desenvolver ou modificar Políticas, Leis e Marcos Organizativos, igualmente planos, programas e projetos com o propósito de integrar a redução de riscos de desastres. Os Países também devem designar recursos suficientes para apoiar estes esforços e mantê-los. Isto inclui o seguinte:

• Criar Plataformas Nacionais Multissetoriais e Efetivas para Orientar os Processos de Formulação de Políticas e para Coordenar as Diversas Atividades;

• Integrar a Redução de Riscos de Desastres as Políticas e ao Planejamento do Desenvolvimento, tais como Estratégias paraa Redução da Pobreza; e

• Garantir a Participação Comunitária, com a Finalidade de Satisfazer as Necessidades Locais.

2) Conhecer o Risco e Tomar Medidas - Nada mais é que: Identificar, Avaliar e Observar de Perto os Riscos dos Desastres, e Melhorar os Alertas Prévios.

Com o Propósito de Reduzir suas Vulnerabilidades frente às Ameaças Naturais, os Países e as Comunidades devem Conhecer o Risco, que estão enfrentando e tomar medidas com base nesse conhecimento.

Esta Compreensão do Risco Precisa de Investimentos nas Capacidades Científicas, Técnicas e Institucionais para Observar, Registrar, Investigar, Analisar, Prever, Modelar e Elaborar Mapas de Ameaças Naturais.

Também é necessário desenvolver e disseminar ferramentas. Nesse sentido, a informação estatística em torno dos desastres, os mapas de riscos e os indicadores de vulnerabilidade e de risco são essenciais. É mais importante ainda que os Países utilizem este conhecimento para desenvolver efetivos sistemas de alerta prévio, adaptados adequadamente às circunstâncias singulares da população que enfrenta os riscos. Se aceita amplamente que o alerta prévio é um componente vital de redução de riscos de desastres.

Se os sistemas de alerta prévio são efetivos, se entrega uma informação à população vulnerável sobre uma ameaça e se põem em andamento os planos necessários para tomar medidas e salvar milhares de vidas.

Um Alerta Emitido com Antecipação Pode Marcar a Diferença Entre a Vida e a Morte. 

Nesse sentido, Cuba é um dos Países melhor Preparados no Caribe para Enfrentar a época de Furacões. Setenta e duas horas antes que uma tormenta chegue a terra, os meios nacionais de comunicação emitem alertas e os comitês de proteção civil revisam os planos de evacuação. Quarenta e oito horas antes, as autoridades se concentram nos alertas emitidos nas zonas de alto risco. Doze horas antes protegem casas, removem escombros dispersos nos bairros e evacuam as pessoas. 

Este sistema de Alerta Prévio tem se Mostrado Eficiente. Durante 2004, quando o Furacão Charley açoitou, 70.000 casas foram danificadas e quatro pessoas morreram. No mês seguinte, quando da passagem do Furacão Ivan, foram evacuadas mais de 2 milhões de pessoas e ninguém perdeu a vida.

3) Desenvolver Uma Maior Compreensão e Conscientização - Os desastres Podem ser Reduzidos Consideravelmente Se as Pessoas se Mantiverem Informadas Sobre as Medidas que Podem Tomar para Reduzir sua Vulnerabilidade e se Sentirem motivadas, para atuar. 

As Principais Atividades Dirigidas ao Desenvolvimento de Uma Maior Conscientização Sobre a Prevenção de Desastres Incluem:

• Oferecer Informação Relevante Sobre o Risco de Desastres e Meios de proteção, em Particular para aqueles Cidadãos que Habitam Zonas de Alto Risco;

• Fortalecer as Redes e Promover o Diálogo e a Cooperação entre os Especialistas em Desastres, os Especialistas Técnicos e Científicos, os Encarregados do Planejamento e Outros Atores;

• Incluir o Tema da Redução de Riscos de Desastres na Educação Formal e Não Formal, e Igualmente nas Atividades de Capacitação;

• Desenvolver ou Fortalecer os Programas de Base para a Gestão do Risco de Desastres, e

• Trabalhar Conjuntamente com os Meios de Comunicação em Atividades Dirigidas à Conscientização Sobre a Redução do Risco de Desastres.

Na ilha de Simeleu, situada na frente das Costas da Sumatra, de uma População de 83.000 habitantes, somente 07 morreram durante o Tsunami do Oceano Indico.

Em Aceh, uma Zona Continental próxima, 100.000 pessoas morreram.

A população de Simeleu mantém seu próprio conhecimento local sobre terremotos, que chamam de “Smong”.

“Em 1907 aconteceu um Tsunami aqui em Simeleu, assim nossas avós sempre nos deram o seguinte conselho: Quando vai ocorrer um terremoto, devemos observar a praia. Se a maré está baixa, o smong ou tsunami se aproxima e devemos buscar zonas mais altas”.
(Sr. Darmili Bhupati, Ilha de Simeleu)

4) Reduzir o Risco - A vulnerabilidade frente as ameaças naturais se incrementam de muitas formas, por exemplo:

• Ao Situar as Comunidades em Zonas Propensas a estas Ameaças, tais como as Planícies Aluviais;

• Ao Destruir os Bosques e os Manguezais, com os quais se danifica a capacidade do meio ambiente de fazer frente as ameaças; e

• Ao não Contar com Mecanismos de Seguridade Social e Financeira;

Os Países podem desenvolver sua Resiliência frente aos desastres ao investir em medidas simples e muito bem conhecidas pra reduzir o risco e a vulnerabilidade. Os desastres podem ser reduzidos ao aplicarmos normas relevantes de construção para proteger infraestruturas vitais, tais como escolas, hospitais e casas.

Os Edifícios Vulneráveis podem ser modernizados para alcançar um nível mais alto de segurança. A proteção de valiosos ecossistemas, tais como recifes de coral e manguezais, permite que os mesmos atuem como barreiras naturais as tormentas. As iniciativas efetivas em matéria de seguros e microfinanças podem contribuir na transferência do risco e oferecer recursos adicionais.

Em Geral, os Edifícios Inseguros e a Falta de Códigos de Construção ou seu Cumprimento, Causam mais Mortes que as Próprias Ameaças Naturais. 

Em Bam, Iran, mais de 30.000 pessoas morreram e outras 30.000 ficaram feridas, quando em 26 de dezembro de 2003, um terremoto atingiu a cidade. Um dos principais fatores que contribuíram para este alto número de vitimas foi que os edifícios tradicionais de ladrilho de barro desmoronaram asfixiando as pessoas que estavam dentro. Praticamente, todos os sobreviventes ficaram sem casa, posto que 85% dos edifícios caíram.

“As casas mataram as pessoas, não o terremoto”.
Mohamed Rahimnejad,
Engenheiro Civil, Iran.

5) Esteja Preparado e Pronto para Atuar - Estar preparado, o que inclui a condição de avaliações de risco, antes de intervir no desenvolvimento em todos os níveis da sociedade, permitirá a população ser mais resistente as ameaças naturais. A preparação implica diferentes tipos de atividades, entre as quais se encontram:

• Desenvolver e Colocar em Prática com Frequência os Planos de Contingência;

• O Estabelecimento de Fundos de Emergência para Apoiar as Atividades de Preparação, Resposta e Recuperação;

• O Desenvolvimento de Enfoques Regionais Coordenados para uma Efetiva Resposta aos Desastres; e

• Um Diálogo Contínuo entre as Agências encarregadas das Atividades de Resposta, os Responsáveis pelo Planejamento, os Gestores de Políticas e as Organizações de Desenvolvimento.

Assim mesmo, os Exercícios Frequentes de Preparação em Desastres, Incluindo os Simulados de Evacuação, também são essenciais para garantir uma rápida e eficaz resposta frente aos desastres.

A Organização e os Planos efetivos de preparação também ajudam a fazer frente a muitos dos desastres de pequena e média magnitude, os quais se produzem reiteradamente em muitas comunidades. As ameaças
naturais não podem ser prevenidas, mas é possível diminuir seu impacto ao reduzirmos a vulnerabilidade da população e suas fontes de sustento.

No Japão todos se sentem muito orgulhosos por estarem preparados em caso de terremoto. Durante o Dia da Prevenção de Desastres, que é celebrado todos os anos no Japão, muita gente de todas as partes do País participa em simulados de preparação em desastres, incluindo tanto os trabalhadores de emergência como o público em geral.

“É extremamente importante que estejamos todos preparados para tal ocasião (uma ameaça natural). Não somente as instituições públicas, e sim que cada um de nós deve pensar na preparação para a prevenção de
desastres e manifestá-la em nossas vidas cotidianas. O governo fará tudo que está ao seu alcance para que o Japão siga desenvolvendo sua capacidade de ser um país que pode enfrentar os desastres.

 Mas ao mesmo tempo, peço a cada um de vocês que faça o que está ao seu alcance, mediante a previsão dos danos que poderão ocorrer e ao contemplar os esforços de resgate que requeridos para que possam estar preparados para situações de emergência”.
Junichiro Koizumi, Primeiro-ministro do Japão.


Pôr hoje, é só, mas vejo vocês no nosso Segundo e Último Artigo. Fiquem a vontade para Curtir, Compartilhar e Dar Sugestões. Até lá.....



  
            



Referências:
http://www.eird.org/search/index.html?q=marco%20de%20acao%20de%20hyogo
http://www.defesacivil.cursoscad.ufsc.br/avea/file.php/9/Livro_DefesaCivil_5ed_Unidade_3_Revisado.pdf
http://www.integracao.gov.br/cidadesresilientes/pdf/mah_ptb_brochura.pdf
http://www.defesacivil.pb.gov.br/marco-de-hyogo
http://www.revistaemergencia.com.br/noticias/geral/defesa_civil_participa_de_encontro_sobre_o_marco_de_hyogo/AJyJAAja





segunda-feira, 7 de julho de 2014

Entendendo o Projeto Construindo Cidades Resilientes

            

Primeiro, Vamos Entender o que São Cidades Resilientes?  Uma Cidade Resiliente é aquela que tem a capacidade de Resistir, Absorver e se Recuperar de Forma Eficiente dos Efeitos de um Desastre, e de Maneira Organizada Prevenir que vidas e Bens sejam perdidos.

Segundo, Qual é o Objetivo da Campanha Construindo Cidades Resilientes: Minha Cidade está se Preparando? Seu Objetivo, é de aumentar o Grau de Consciência e Compromisso em torno das Práticas de Desenvolvimento Sustentável, como forma de Diminuir as Vulnerabilidades e Propiciar o Bem estar e Segurança dos Cidadãos.

Terceiro, Quando foi o Lançamento da Campanha Construindo Cidades Resilientes: Minha Cidade está se Preparando no Brasil?  Seu Lançamento no Brasil  foi em 2011, durante a 7a Semana Nacional de Redução de Desastres, com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), Ministério da Integração Nacional, que pretende Sensibilizar os Governos e Cidadãos para os Benefícios de se Reduzir os Riscos por meio da Implementação de 10 Passos para Construir Cidades Resilientes, são eles:

* PASSO 1 - Estabeleça Mecanismos de Organização e Coordenação de Ações com base na Participação de Comunidades e Sociedade Civil Organizada, por meio do estabelecimento de alianças Locais. Incentive que os diversos Segmentos Sociais compreendam seu papel na construção de cidades mais seguras com vista à redução de riscos e preparação para situações de desastres;

 * PASSO 2 - Elabore Documentos de Orientação para Redução do Risco de Desastres, e ofereça incentivos aos moradores de áreas de risco, como por exemplo: famílias de baixa renda, comunidades, comércio e setor público, para que invistam na redução dos riscos que enfrentam;

* PASSO 3 - Mantenha Informação atualizada sobre as Ameaças e Vulnerabilidades de sua cidade; conduza avaliações de risco e as utilize como base para os planos e processos decisórios relativos ao desenvolvimento urbano. Garanta que os cidadãos de sua cidade tenham acesso á informação e aos planos para Resiliência, criando espaço para discutir sobre os mesmos;

* PASSO 4 - Invista e Mantenha uma Infraestrutura para Redução de Risco, com enfoque estrutural, como por exemplo: obras de drenagens para evitar inundações; e conforme necessário invista em Ações de adaptação às mudanças climáticas;

* PASSO 5 - Avalie a Segurança de todas as Escolas e Postos de Saúde de sua cidade, e modernize-os se necessário;

* PASSO 6 - Aplique e Faça cumprir Regulamentos sobre construções e princípios para o planejamento do uso e ocupação do solo; identifique áreas seguras para os cidadãos de baixa renda, e quando possível modernize os assentamentos informais;

PASSO 7 - Invista na Criação de Programas Educativos e de Capacitação sobre a redução de riscos de desastres, tanto nas escolas como nas comunidades locais;

PASSO 8 - Proteja os Ecossistemas e as Zonas naturais para atenuar alagamentos, inundações, e outras ameaças às quais sua cidade seja vulnerável. Adapte-se às mudanças climáticas recorrendo as boas práticas de redução de risco;

* PASSO 9 - Instale Sistemas de Alerta e Desenvolva Capacitações para gestão de emergências em sua cidade, realizando com regularidade simulados para preparação do público em geral, nos quais participem todos os habitantes;

* PASSO 10 - Depois de qualquer Desastre, Vele para que as necessidades dos sobreviventes sejam atendidas, e se concentrem nos esforços de reconstrução. Garanta o apoio necessário à população afetada e suas organizações comunitárias, incluindo a reconstrução de suas residências e seus meios de sustento;

Quarto, Quais São os Municípios que Participam da Campanha Construindo Cidades Resilientes: Minha Cidade está se Preparando? Os Municípios que Participam da Campanha, são:

* Brasília, Macaé, Nova Friburgo, Rio de Janeiro (Capital), São João da Barra, Volta Redonda, Blumenau, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Ponte Alta, Rio do Sul, Tubarão, Araranguá, Artur Nogueira, Bragança Paulista, Cajamar, Campinas, Campo Limpo Paulista, Indaiatuba, Itatiba, Mogi Mirim, Nova Odessa, Pedreira, Santa Barbara d`oeste, Santo Antônio de Posse, São João da Barra, São Paulo (Capital), Sumaré, Valinhos, Vinhedo, Talismã.

Sendo assim,  de suma importância a Sociedade, pois ajuda a mesma na Redução de riscos e desastres, ajudando também na diminuição da pobreza, favorecendo a geração de empregos, de oportunidades comerciais e a igualdade social, além de garantir ecossistemas mais equilibrados e melhorias nas políticas de saúde e educação.









Referências:
http://www.funasa.gov.br/site/wp-content/uploads/2013/05/Neison_Freire.pdf
http://www.mi.gov.br/cidades-resilientes
http://www.integracao.gov.br/cidadesresilientes/#pos_conteudo
http://www.unisdr.org/campaign/resilientcities/about
http://www.eird.org/index-eng.htm

domingo, 6 de julho de 2014

Defesa Civil de Petrópolis Distribui em Seis Meses 25 mil Panfletos Educativos


25 mil panfletos educativos da Defesa Civil distribuídos em seis meses
A Secretaria de Proteção e Defesa Civil já distribuiu, nesses primeiros seis meses do ano, cerca de 25 mil panfletos, cartilhas e calendários com orientações e dicas simples de prevenção a desastres das chuvas.
A proposta da Defesa Civil, por determinação do prefeito Rubens Bomtempo, é conscientizar cada vez mais a população sobre os perigos que as fortes chuvas representam para as áreas de risco e sobre o que fazer que os moradores fiquem em segurança. 
O material foi distribuído nos terminais de integração, em pontos comerciais, em unidades de saúde, em condomínios e em outros pontos de grande circulação.
A Defesa Civil contou também com a colaboração dos agentes das Unidades de Proteção Comunitária (UPCs), dos voluntários dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) e de comerciantes. O material distribuído é fruto da parceria da Prefeitura com a Secretaria Nacional de Defesa Civil: o texto foi produzido pela Defesa Civil de Petrópolis, já a arte e a impressão foram realizadas pela Defesa Civil nacional.
“Vamos sempre enfatizar a importância da prevenção. Só assim vamos garantir que a população esteja cada vez mais segura durante o verão. A conscientização dos petropolitanos sobre os riscos das chuvas, com explicações sobre como agir para se proteger, é um longo processo, mas tenho certeza de que estamos avançando muito nesse sentido.
Contribuíram para isso as ações de panfletagem que fizemos, as capacitações de voluntários nos Nudecs e o nosso trabalho no Facebook, que é uma ferramenta que utilizamos para dar orientações de prevenção e, no caso de fortes chuvas, alertas à população”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.
A página “Defesa Civil de Petrópolis” (facebook.com/defesacivilpetropolis) já soma, hoje, mais de 3.200 curtidas. O objetivo da secretaria é aumentar esse número, o que tende a contribuir para o fortalecimento desse instrumento de prevenção de desastres das chuvas.
“No último verão, quando chegamos a acionar sirenes, nós publicamos na mesma hora os alertas no Facebook. Percebemos que muita gente compartilhou a informação, fazendo com que o alerta chegasse rapidamente aos moradores das comunidades”, disse Simão.





Referências:
http://www.petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/imprensa/noticias/item/2412-25-mil-panfletos-educativos-da-defesa-civil-distribu%C3%ADdos-em-seis-meses.html
http://www.petropolis.rj.gov.br/dfc/
https://www.facebook.com/defesacivilpetropolis?fref=ts


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Entendendo o Significado de Resiliência

              


Primeiramente, Vamos Entender o Significado de Resiliência? A Resiliência, significa voltar ao estado normal, e é um termo oriundo do latim resiliens. A Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.

A Resiliência possui diversos significados para algumas áreas, como:

* Psicologia, Administraçãoecologia, física e Também em Defesa Civil.

Resiliência Ambiental

No contexto da Ecologia, a Resiliência é a aptidão de um determinado sistema que lhe permite recuperar o equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação. Este conceito remete para a capacidade de restauração de um sistema.
A resiliência pode ser simplesmente definida como a capacidade de um sistema de absorver distúrbios, choques e conseqüentemente manter suas funções e estruturas básicas (Walker & Salt 2006).
 Essa perspectiva aspira assim, transformar a gestão ambiental convencional, que normalmente busca controlar mudanças, e em vez disso, tenta gerar uma capacidade melhor de acolher as (rápidas como lentas) mudanças dentro dos ecossistemas. 
A noção de Resiliência Ambiental ficou conhecida em 1973, graças ao trabalho do famoso ecologista canadense C. S. Holling, que publicou um artigo denominado “Resilience and stability of ecological systems”.
 Sua finalidade era criar modelos para entender as mudanças dentro da estrutura e a função dos ecossistemas. O autor conseguiu ilustrar a existência de múltiplos domínios, como também estabilidade, em sistemas naturais e como esses domínios se relacionam com os processos ecológicos, eventos aleatórios (por exemplo, perturbações, queimadas, tempestades) sobre uma larga heterogeneidade de escalas temporais e espaciais.
 E assim, ao passar do tempo, começou a surgir discussões sobre o problema do ajuste entre sistemas de gestão dos recursos naturais e o comportamento dinâmico dos sistemas ecológicos, criando assim conceitos como múltiplo-estados, umbrais e retroalimentação (Galaz et al 2006). É nesse contexto que surgem os sistemas sócio-ecológicos (SSE), formando um cenário sobre as interrelações entre a sociedade e a natureza.

Resiliência na Psicologia

Na Área da Psicologia, a Resiliência é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação.
A teoria diz que Resiliência é a possibilidade do indivíduo de tomar uma decisão quando tem a chance de tomar uma atitude que é correta, e ao mesmo tempo tem medo do que isso possa ocasionar. A Resiliência demonstra se uma pessoa sabe ou não funcionar bem sob pressão;

Resiliência na Física

Resiliência, também chamada de Resiliência, é a propriedade dos materiais que acumulam energias, quando são submetidos a situações de estresse, como rupturas. Esses materiais, logo após um momento de tensão, podem ou não ser danificado, e caso seja, se ele terá a capacidade de voltar ao normal.
Consiste na resistência que os materiais apresentam quando são expostos a um choque ou percussão. É medida em quilogrâmetros por centímetro quadrado (kgm/cm2) através do instrumento conhecido como pêndulo Charpy, no qual uma massa pesada cai sobre uma proveta de dimensões padronizadas, o que provoca a sua ruptura e a energia absorvida é registrada;

Resiliência na Administração

Na área da administração, a resiliência faz parte dos processos de gestão de mudanças. Para as pessoas que trabalham nas organizações, elas devem ter um grande equilíbrio emocional, principalmente, para saber lidar com os problemas relacionados com o trabalho, quando as situações não ocorrem como elas esperavam. Além disso, a resiliência diz respeito à capacidade de tomar medidas que minimizam os problemas que surgem no contexto laboral;

Resiliência em Defesa Civil

Na área da Defesa Civil, a “Resiliência é a capacidade de absorver ou 
resistir aos potenciais impactos gerados a partir da ocorrência de um 
evento natural”. E sendo assim, de fundamental importância para Sociedade, 
o entendimento dessa Palavra tão  importante na prevenção de desastres.






Referências:
http://www.funasa.gov.br/site/wp-content/uploads/2013/05/Neison_Freire.pdf
http://www.oeco.org.br/convidados/25363-nova-forma-de-confrontar-proble
mas-ambientais-no-brasil
http://www.significados.com.br/resiliencia/
http://www.dicionarioinformal.com.br/resili%C3%AAncia/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Resili%C3%AAncia_(psicologia)