quarta-feira, 23 de julho de 2014

Defesa Civil de Petrópolis faz Reunião Técnica com Engenheiro Consultor da Jica

                    
Um Engenheiro Consultor da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) esteve nesta semana em Petrópolis para Reuniões Técnicas na Secretaria de Proteção e Defesa Civil. A visita do Tanadori Kitamura foi para que ele tirasse dúvidas sobre o funcionamento da Defesa Civil.
Ao fim da parceria de quatro anos entre o governo federal brasileiro e Jica para a redução de riscos de desastres das chuvas em Petrópolis, Nova Friburgo e Blumenau (SC), a agência japonesa produzirá manuais sobre mapeamento de risco, planejamento urbano e sistema de alerta e alarme para os três municípios.
Kitamura conheceu o registro de ocorrências da Defesa Civil, o protocolo de acionamento das 18 sirenes do Sistema de Alerta e Alarme, o mapeamento e o funcionamento dos 64 pluviômetros automáticos e semiautomáticos instalados no município.
Ele também viu como é feita a mobilização de servidores no caso de chuvas e recebeu outros dados da Defesa Civil na prevenção e na resposta às chuvas.
Durante a visita, ele se Reuniu com o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, e com o diretor técnico da secretaria, Ricardo Branco.
Kitamura também visitou a sirene instalada na Vila Felipe e o ponto de apoio da comunidade, localizado na Escola Municipal Dr. Rubens de Castro Bomtempo, na Rua Permínio Schmidt, além de áreas de risco da região.
A parceria, iniciada no fim de ano passado, é custeada pela Jica e terá duração de quatro anos. Desde então, técnicos japoneses já realizaram várias visitas e participaram de reuniões em Petrópolis.
O Prefeito Rubens Bomtempo e o secretário Rafael Simão foram em março para o Japão, conhecer a experiência japonesa na prevenção de desastres naturais. Em maio, dois técnicos da Prefeitura também foram ao Japão, em viagens custeadas pela própria agência japonesa.



Referências:
http://www.petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/imprensa/noticias/item/2458-defesa-civil-faz-reuni%C3%A3o-t%C3%A9cnica-com-engenheiro-consultor-da-jica.html
http://www.petropolis.rj.gov.br/dfc/

Prefeitura de Petrópolis quer assumir Administração do Programa Morar Seguro

              

O Prefeito Rubens Bomtempo confirmou hoje (21/7) que vai formalizar pedido ao Governador Luiz Fernando Pezão para que o município assuma a responsabilidade pelo Programa Morar Seguro na cidade. O projeto, do Governo Federal, em parceria com o Estado, está, hoje, sob administração do Instituto estadual do Ambiente (Inea).

Com a Prefeitura como interveniente executora, Bomtempo espera acelerar o processo para reassentamento das famílias que hoje vivem em áreas de alto risco, dando a elas, além da opção de participação no programa Minha Casa, Minha Vida, a possibilidade de serem beneficiadas pela compra assistida ou por indenização.

A solicitação de interveniência será feita com base em modelo de trabalho que já vem sendo realizado no município, com a execução das obras de contenção de encostas previstas no Programa Gestão de Riscos e Resposta a Desastres (PAC das Encostas).

O projeto, que envolve o Governo do Estado e o Ministério das Cidades, está, em Petrópolis, sob responsabilidade da Prefeitura. Como interveniente executor, o município conseguiu agilizar a realização das intervenções, beneficiando milhares de famílias petropolitanas. 

“Precisamos dar respostas às necessidades da população. Tenho certeza de que podemos contribuir com o trabalho que já vem sendo realizado. Ações integradas como a que estamos propondo, envolvendo município, estado e União, aumentam o poder de ação do poder público e beneficiam diretamente quem espera por soluções”, defendeu Bomtempo, lembrando que, ao executar as obras previstas no PAC das Encostas, a Prefeitura deixou clara a capacidade técnica de sua equipe na elaboração e execução de projetos de resposta a desastres, com trabalhos de macrodrenagem e estabilização de encostas. 

Petrópolis será a primeira cidade a receber o programa Morar Seguro, que deve beneficiar diretamente mais de 800 famílias. Os primeiros contemplados com o trabalho serão os moradores da Rua Otto Reymarus, no Lagoinha.

Nos locais contemplados com o projeto haverá a desocupação das moradias, o reassentamento dos moradores, a demolição dos imóveis e a requalificação da região, com o reflorestamento das áreas.

Município pode assumir também a execução das obras no Túnel Extravasor

Na última semana, o prefeito Rubens Bomtempo também formalizou pedido de interveniência no convênio celebrado em setembro de 2013 entre o Estado do Rio e o Ministério das Cidades para execução das obras de recuperação do túnel Palatinato (túnel extravasor).

As melhorias, que incluem, ainda, a construção de galeria entre o canal do Centro e o Rio Piabanha e a implantação de parques fluviais no Rio Piabanha, contribuirão para garantir a segurança da população afetada pelas cheias às margens da bacia hidrográfica formada pelo Rio Piabanha e seus afluentes.








Referências:
http://www.petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/imprensa/noticias/item/2451-prefeitura-quer-assumir-administra%C3%A7%C3%A3o-do-morar-seguro-em-petr%C3%B3polis.html
http://www.aconteceempetropolis.com.br/2014/07/22/petropolis-sera-primeira-cidade-receber-o-programa-morar-seguro/
http://www.petropolis.rj.gov.br/dfc/

terça-feira, 22 de julho de 2014

A Posse, 5º Distrito de Petrópolis Terá Um Núcleo Comunitário de Defesa Civil (NUDEC)

          


A Posse, 5º Distrito de Petrópolis passará a contar com um Núcleo Comunitário de Defesa Civil (Nudec) a partir do próximo sábado (26/7).
O curso de capacitação dos moradores será realizado das 8h30 às 16h, na Escola Municipalizada Moyses Furtado Bravo, na Praça Flávio Castrioto, sem número (atrás do Bramil).
Os moradores da região serão formados pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil para atuar como voluntários nas ações de prevenção de desastres das chuvas.
O Curso é Gratuito, Aberto à População e dará noções de Defesa Civil aos participantes, para que eles saibam como contribuir para a prevenção de desastres naturais e o que fazer no caso de fortes chuvas.
Essa é mais uma medida do prefeito Rubens Bomtempo para a redução de risco de tragédias em Petrópolis. Os interessados devem se inscrever pelo telefone 2246-9163 ou pelo e-mail: nudec@petropolis.rj.gov.br .
Com o núcleo na Posse, já serão 52 comunidades de Petrópolis contempladas com Nudecs, todos formados pelo prefeito Rubens Bomtempo.
Os núcleos funcionam como elo entre a Defesa Civil e as comunidades. Em 2014, a Prefeitura está trabalhando para criar mais Nudecs, aumentar o número de voluntários dos núcleos que já existem e continuar capacitando os cerca de 470 voluntários formados pelo município.
“Para deixar Petrópolis cada vez mais segura, precisamos da ajuda da população. Os moradores que passarem por essa capacitação poderão replicar na comunidade as noções básicas de Defesa Civil, mostrar o que fazer para deixar sua casa mais segura. A nossa intenção é criar uma grande Rede de Defesa Civil, com o Poder Público e População agindo para reduzir os riscos de desastres das chuvas em Petrópolis. Com esses 52 Nudecs, vemos que estamos no caminho certo”, disse o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão.
As comunidades já atendidas por Nudecs são: 
* 24 de Maio, Amazonas, Bairro Esperança, Bairro Mauá, Bataillard, Bela Vista, Benfica, Bingen, Boa Esperança, Boa Vista, Capela, Castelânea, Caxambu, Chácara Flora, Chapa 4, Cremerie, Dr. Thouzet, Duarte da Silveira, Duques, Espírito Santo, Estrada da Saudade, Euclides da Cunha, Fazenda Inglesa, Ferroviários, Floresta, Florido, Gentio, Gulf, Independência, João Xavier, Madame Machado, Montese, Morin, Morro do Gavião, Mosela, Oficina, Oswaldo Cruz, Pedras Brancas, Pica-Pau, Presidente Sodré, Rio de Janeiro, Rocio, São João Batista, São Sebastião, Sargento Boening, Serrinha, Siméria, Taquara, Vale do Cuiabá, Ventura e  Vila Felipe.




Referências:
http://www.petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/imprensa/noticias/item/2453-posse-ter%C3%A1-n%C3%BAcleo-comunit%C3%A1rio-de-defesa-civil.html
http://www.petropolis.rj.gov.br/dfc/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Posse_(Petr%C3%B3polis)

domingo, 20 de julho de 2014

Algumas Dicas de Comunicação de Emergência




Os Meios Tradicionais de Comunicação podem ser Limitados durante uma Situação de Emergência Generalizada. É importante que você Identifique Várias Maneiras Diferentes de se Comunicar com Sua Família e Amigos. 

Segue abaixo algumas dicas de Comunicação de emergência:

* Evite fazer Chamadas não emergências;

* Certifique-se de que Toda a sua Família conhece os contatos necessários de emergência;

* Designe Uma Pessoa para Contato fora da Área ou Neutra. Os membros da família devem chamar essa pessoa para relatar suas posições, se eles não podem alcançar um ao outro. 

* Forneça sua pessoa de contato com nomes e números importantes para que ele ou ela possa ajudar a manter os outros postados em sua situação, e deixar seus amigos e família saberem quem eles podem entrar em contato, em caso de uma emergência;

* Linhas de Longa Distância, muitas vezes funcionam, mesmo que as linhas telefônicas locais não;

* Redes de Telefonia Celular são muitas vezes sobrecarregadas durante uma emergência; não dependem de usar seu telefone celular para fazer chamadas;

* Mensagens de Texto em Telefones Celulares às vezes funcionam mesmo quando a rede está sobrecarregada;

* Certifique-se de que Você tem pelo Menos um Telefone em Sua Casa, que não necessite de eletricidade para funcionar, pois Telefones sem fio na maioria dos sistemas de telefone comercial, exigem eletricidade;

* Mantenha Moedas e Informações de Contatos importantes em sua Mochila, para telefones públicos, que muitas vezes têm o serviço restaurado antes dos clientes residenciais;

Programe um ICE (In-Case-of-emergency) ponto de contato em seu telefone celular, caso você esteja incapacitado. Este deve ser um membro da família ou amigo próximo.

Mas, O que é o ICE? Se você nunca tornou-se incapacitado em um caso de uma emergência. Em Illinois, Estado dos Estados Unidos, trabalhadores de emergência descobriram uma maneira rápida de entrar em contato, com: 

* Paramédicos, policiais e bombeiros.

Muitas vezes, perder tempo valioso, tentando descobrir qual o nome de um telefone celular para ligar, quando ocorre uma catástrofe. Eles precisam falar imediatamente com um membro da família ou amigo próximo, para que possam receber a atenção médica que precisam o mais rápido possível.

O Governador, Pat Quinn lançou o Programa ICE Illinois "Como um Meio fácil e Gratuito para Ajudar os Trabalhadores de Emergência.

Tudo que você tem a Fazer é Colocar o Nome do Seu Contato de Emergência, em Sua Agenda de Contatos no Telefone Celular, com a palavra "ICE" na frente dele.

"ICE" Significa, I, "eu, C, Case e E, Emergency ".

Por exemplo, se o Seu Contato de Emergência é Sheila, você deve colocar "ICE - Sheila" em Sua Agenda de Contatos no Telefone Celular.

Dessa forma, os trabalhadores de emergência que tratam você, podem rapidamente entrar em contato com a Sheila no nosso exemplo, para obter as informações sobre você, que eles precisem.

Você também pode ter mais de um contato de emergência, e apenas listá-los como ICE1, ICE2, e assim por diante.

Governador, Pat Quinn Notificou todas as Agências de Emergência do Estado, a Olharem para os Números do ICE, quando se depararem com uma pessoa inconsciente em um acidente.

Além disso, a Cellular One e Sprint Nextel estão em parceria com o governador, para promover o novo programa ICE para os seus clientes de Illinois.

Illinois é o Primeiro Estado dos Estados Unidos a implementar este Programa em Uma Escala tão grande. Agora que Policiais, Bombeiros e Paramédicos estão à procura de números do ICE, colocando o seu contato de emergência em seu telefone, podem ajudar a salvar mais vidas no dia a dia, em caso de emergência.

Portanto, é Uma Ferramenta de Suma importância não somente aos Profissionais de Emergência, como também a Sociedade, pois dará a mesma, uma opção rápida e segura de quem procurar em uma situação de emergência.

Por hoje é só! Espero vocês no Próximo Post. Fiquem a Vontade para Curtir, Compartilhar, Twittar, Fazer Comentários ou Dar Sugestões. Vejo Vocês em Breve. Até........








Referências:
http://www.illinois.gov/ready/plan/Pages/commplan.aspx
http://www2.illinois.gov/Gov/Pages/default.aspx
http://pt.wikipedia.org/wiki/Illinois

sábado, 19 de julho de 2014

Conhecendo o Marco de Ação de Hyogo - Parte 2/2

             


Daremos Continuidade com a nossa Segunda e Última Parte. Esperamos que tenham gostado até aqui.

Quarto, Quem São os Encarregados da Redução do Risco de Desastres e da Implementação do Marco de Hyogo? A colaboração e a cooperação São Elementos Essenciais para a Redução dos Riscos de Desastres: Os Estados, os Entes e Instituições Regionais, e as Organizações Internacionais devem desempenhar um papel importante nesta tarefa.

Assim mesmo, a sociedade Civil, incluindo os voluntários e as Organizações de base, a Comunidade Científica, os Meios de Comunicação e o Setor Privado são Atores Essenciais. Segue abaixo, uma Mostra da Variedade e Diversidade dos Atores e Suas Responsabilidades:

Os Estados:

• Desenvolver Mecanismos Nacionais de Coordenação;

• Conduzir Avaliações de Referência Sobre a Situação da Redução do Risco de Desastres;

• Publicar e Atualizar Resumos dos Programas Nacionais;

• Revisar o Progresso Nacional Alcançado na Consecução dos Objetivos e as Prioridades do Marco de Ação de Hyogo;

• Se Ocupar da Aplicação de Instrumentos Jurídicos Internacionais relevantes; e


• Integrar a Redução dos Riscos de Desastres as Estratégias Sobre Mudança Climática.

As Organizações Regionais: 

• Promover Programas Regionais para a Redução dos Riscos de Desastres;

• Empreender e Publicar Avaliações de Referência nos Planos Regionais e Sub-regionais;

• Coordenar os Processos de Revisão Sobre o Processo alcançado na Implementação do Marco de Ação de Hyogo;

• Estabelecer Centros Regionais de Colaboração;

• Oferecer seu Apoio ao Desenvolvimento de Mecanismos Regionais de Alerta Prévio;

* As Organizações Internacionais:

• Fomentar a integração da Redução de Riscos de Desastres nos Programas e Marcos de Assistência Humanitária e do Desenvolvimento Sustentável;

• Fortalecer a Capacidade do Sistema das Nações Unidas de Oferecer Assistência aos Países em Desenvolvimento Propensos aos Desastres mediante Iniciativas para a Redução de Riscos de Desastres;

• Oferecer apoio na Recompilação dos Dados e a Elaboração de Prognósticos, o Intercâmbio de Experiências e os Sistemas de Alerta Prévio;

• Respaldar os Esforços do Estado mediante uma Assistência Internacional Coordenada; e

• Fortalecer a Capacitação e o Desenvolvimento de Capacidade em torno da Gestão de Desastres.

O Sistema da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (EIRD): 

• Desenvolver uma Matriz dos Papéis a serem Desempenhados e das Iniciativas Relacionadas com o Marco de Hyogo;

• Facilitar a Coordenação de Ações tanto em Nível Internacional como Regional;

• Desenvolver Indicadores de Progresso alcançado para Prestar Assistência aos Estados na Verificação do Avanço da Implementação do Marco de Hyogo;

• Oferecer Seu Apoio às Plataformas e aos Mecanismos Nacionais de Coordenação;

• Fomentar o Intercâmbio das Melhores Práticas e Lições Aprendidas; e

• Efetuar Revisões Sobre o Progresso alcançado na Consecução dos Objetivos do Marco de Ação de Hyogo


Portanto, empregando todas essas Ações do Marco de Ação de Hyogo, teremos uma Sociedade bem mais preparada,  para responder em situações adversas.


Chegamos ao fim dessa Série de 2 Partes acerca do Marco de Ação de Hyogol. Esperamos que tenham gostado. Fiquem a Vontade para Curtir, Compartilhar, Fazer Comentários ou Dar Sugestões. Vejo Vocês aqui Novamente. Até.......













Referências:
http://www.eird.org/search/index.html?q=marco%20de%20acao%20de%20hyogo
http://www.defesacivil.cursoscad.ufsc.br/avea/file.php/9/Livro_DefesaCivil_5ed_Unidade_3_Revisado.pdf
http://www.integracao.gov.br/cidadesresilientes/pdf/mah_ptb_brochura.pdf
http://www.defesacivil.pb.gov.br/marco-de-hyogo
http://www.revistaemergencia.com.br/noticias/geral/defesa_civil_participa_de_encontro_sobre_o_marco_de_hyogo/AJyJAAja









quarta-feira, 16 de julho de 2014

Conhecendo o Marco de Ação de Hyogo - Parte 1/2

                            


Primeiro, Vamos Entender o que é o Marco de Ação de Hyogo - 2005-20015? O Marco de Ação de Hyogo (MAH) é o Instrumento Mais Importante para a Implementação da Redução de Riscos de Desastres, que Adotaram os Estados Membros das Nações Unidas.

Segundo, Qual é o Objetivo do Marco de Ação de Hyogo - 2005-20015? Seu objetivo Geral é Aumentar a Resiliência das Nações e das Comunidades Frente aos Desastres ao Alcançar, para o ano de 2015, Uma Redução Considerável das Perdas que Ocasionam os Desastres, Tanto em Termos de Vidas Humanas Quanto aos Bens Sociais, Econômicos e Ambientais, das Comunidades e dos Países. 

Desde a Adoção do MAH, Diversos Esforços Realizados em Âmbitos Mundial, Regional, Nacional e Local Abordaram a Redução de Riscos de Desastres de uma Forma mais Sistemática. Porém ainda há muito que fazer.

A Assembléia Geral das Nações Unidas fez Um Chamado para a Implementação do MAH, e Reafirmou a Importância do Sistema Multissetorial da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIRD), e também o da Plataforma Global para a Redução de Riscos de Desastres, para Apoiar e Promover o Marco de Ação de Hyogo.

Assim mesmo, a Assembléia Geral Insistiu aos Estados Membros, que Estabeleçam Plataformas Nacionais Multissetoriais para Coordenar a Redução de Riscos de Desastres em Seus Respectivos Países. Também, Diversos Entes Regionais Formularam Estratégias a Esse Nível para a Redução de Riscos de Desastres na Região Andina, Centro América, o Caribe, Ásia, o Pacífico, África e Europa, em Conformidade com o MAH. Mais de 100 Governos já designaram Pontos Focais  para Continuidade e Implantação do MAH (Em março de 2007).

Terceiro, Quais São os Tópicos Prioritários do Marco de Ação de Hyogo - 2005-20015? Fazer com que a redução dos riscos de desastres seja uma prioridade; Conhecer o risco e tomar medidas; Desenvolver uma maior compreensão e conscientização; Reduzir o risco; e Esteja preparado e pronto para atuar. Vamos explicá-los mais detalhadamente abaixo:

1) Fazer com que a Redução dos Riscos de Desastres Seja uma Prioridade - Para salvar vidas e fontes de sustento que as ameaças naturais põem em risco, é necessário um sólido compromisso nos
âmbitos nacional e local. Da mesma forma, em que atualmente se requer de avaliações de impacto ambiental e social, as ameaças naturais devem ter em conta a tomada de decisão dos setores público e privado.

Para isso os Países devem desenvolver ou modificar Políticas, Leis e Marcos Organizativos, igualmente planos, programas e projetos com o propósito de integrar a redução de riscos de desastres. Os Países também devem designar recursos suficientes para apoiar estes esforços e mantê-los. Isto inclui o seguinte:

• Criar Plataformas Nacionais Multissetoriais e Efetivas para Orientar os Processos de Formulação de Políticas e para Coordenar as Diversas Atividades;

• Integrar a Redução de Riscos de Desastres as Políticas e ao Planejamento do Desenvolvimento, tais como Estratégias paraa Redução da Pobreza; e

• Garantir a Participação Comunitária, com a Finalidade de Satisfazer as Necessidades Locais.

2) Conhecer o Risco e Tomar Medidas - Nada mais é que: Identificar, Avaliar e Observar de Perto os Riscos dos Desastres, e Melhorar os Alertas Prévios.

Com o Propósito de Reduzir suas Vulnerabilidades frente às Ameaças Naturais, os Países e as Comunidades devem Conhecer o Risco, que estão enfrentando e tomar medidas com base nesse conhecimento.

Esta Compreensão do Risco Precisa de Investimentos nas Capacidades Científicas, Técnicas e Institucionais para Observar, Registrar, Investigar, Analisar, Prever, Modelar e Elaborar Mapas de Ameaças Naturais.

Também é necessário desenvolver e disseminar ferramentas. Nesse sentido, a informação estatística em torno dos desastres, os mapas de riscos e os indicadores de vulnerabilidade e de risco são essenciais. É mais importante ainda que os Países utilizem este conhecimento para desenvolver efetivos sistemas de alerta prévio, adaptados adequadamente às circunstâncias singulares da população que enfrenta os riscos. Se aceita amplamente que o alerta prévio é um componente vital de redução de riscos de desastres.

Se os sistemas de alerta prévio são efetivos, se entrega uma informação à população vulnerável sobre uma ameaça e se põem em andamento os planos necessários para tomar medidas e salvar milhares de vidas.

Um Alerta Emitido com Antecipação Pode Marcar a Diferença Entre a Vida e a Morte. 

Nesse sentido, Cuba é um dos Países melhor Preparados no Caribe para Enfrentar a época de Furacões. Setenta e duas horas antes que uma tormenta chegue a terra, os meios nacionais de comunicação emitem alertas e os comitês de proteção civil revisam os planos de evacuação. Quarenta e oito horas antes, as autoridades se concentram nos alertas emitidos nas zonas de alto risco. Doze horas antes protegem casas, removem escombros dispersos nos bairros e evacuam as pessoas. 

Este sistema de Alerta Prévio tem se Mostrado Eficiente. Durante 2004, quando o Furacão Charley açoitou, 70.000 casas foram danificadas e quatro pessoas morreram. No mês seguinte, quando da passagem do Furacão Ivan, foram evacuadas mais de 2 milhões de pessoas e ninguém perdeu a vida.

3) Desenvolver Uma Maior Compreensão e Conscientização - Os desastres Podem ser Reduzidos Consideravelmente Se as Pessoas se Mantiverem Informadas Sobre as Medidas que Podem Tomar para Reduzir sua Vulnerabilidade e se Sentirem motivadas, para atuar. 

As Principais Atividades Dirigidas ao Desenvolvimento de Uma Maior Conscientização Sobre a Prevenção de Desastres Incluem:

• Oferecer Informação Relevante Sobre o Risco de Desastres e Meios de proteção, em Particular para aqueles Cidadãos que Habitam Zonas de Alto Risco;

• Fortalecer as Redes e Promover o Diálogo e a Cooperação entre os Especialistas em Desastres, os Especialistas Técnicos e Científicos, os Encarregados do Planejamento e Outros Atores;

• Incluir o Tema da Redução de Riscos de Desastres na Educação Formal e Não Formal, e Igualmente nas Atividades de Capacitação;

• Desenvolver ou Fortalecer os Programas de Base para a Gestão do Risco de Desastres, e

• Trabalhar Conjuntamente com os Meios de Comunicação em Atividades Dirigidas à Conscientização Sobre a Redução do Risco de Desastres.

Na ilha de Simeleu, situada na frente das Costas da Sumatra, de uma População de 83.000 habitantes, somente 07 morreram durante o Tsunami do Oceano Indico.

Em Aceh, uma Zona Continental próxima, 100.000 pessoas morreram.

A população de Simeleu mantém seu próprio conhecimento local sobre terremotos, que chamam de “Smong”.

“Em 1907 aconteceu um Tsunami aqui em Simeleu, assim nossas avós sempre nos deram o seguinte conselho: Quando vai ocorrer um terremoto, devemos observar a praia. Se a maré está baixa, o smong ou tsunami se aproxima e devemos buscar zonas mais altas”.
(Sr. Darmili Bhupati, Ilha de Simeleu)

4) Reduzir o Risco - A vulnerabilidade frente as ameaças naturais se incrementam de muitas formas, por exemplo:

• Ao Situar as Comunidades em Zonas Propensas a estas Ameaças, tais como as Planícies Aluviais;

• Ao Destruir os Bosques e os Manguezais, com os quais se danifica a capacidade do meio ambiente de fazer frente as ameaças; e

• Ao não Contar com Mecanismos de Seguridade Social e Financeira;

Os Países podem desenvolver sua Resiliência frente aos desastres ao investir em medidas simples e muito bem conhecidas pra reduzir o risco e a vulnerabilidade. Os desastres podem ser reduzidos ao aplicarmos normas relevantes de construção para proteger infraestruturas vitais, tais como escolas, hospitais e casas.

Os Edifícios Vulneráveis podem ser modernizados para alcançar um nível mais alto de segurança. A proteção de valiosos ecossistemas, tais como recifes de coral e manguezais, permite que os mesmos atuem como barreiras naturais as tormentas. As iniciativas efetivas em matéria de seguros e microfinanças podem contribuir na transferência do risco e oferecer recursos adicionais.

Em Geral, os Edifícios Inseguros e a Falta de Códigos de Construção ou seu Cumprimento, Causam mais Mortes que as Próprias Ameaças Naturais. 

Em Bam, Iran, mais de 30.000 pessoas morreram e outras 30.000 ficaram feridas, quando em 26 de dezembro de 2003, um terremoto atingiu a cidade. Um dos principais fatores que contribuíram para este alto número de vitimas foi que os edifícios tradicionais de ladrilho de barro desmoronaram asfixiando as pessoas que estavam dentro. Praticamente, todos os sobreviventes ficaram sem casa, posto que 85% dos edifícios caíram.

“As casas mataram as pessoas, não o terremoto”.
Mohamed Rahimnejad,
Engenheiro Civil, Iran.

5) Esteja Preparado e Pronto para Atuar - Estar preparado, o que inclui a condição de avaliações de risco, antes de intervir no desenvolvimento em todos os níveis da sociedade, permitirá a população ser mais resistente as ameaças naturais. A preparação implica diferentes tipos de atividades, entre as quais se encontram:

• Desenvolver e Colocar em Prática com Frequência os Planos de Contingência;

• O Estabelecimento de Fundos de Emergência para Apoiar as Atividades de Preparação, Resposta e Recuperação;

• O Desenvolvimento de Enfoques Regionais Coordenados para uma Efetiva Resposta aos Desastres; e

• Um Diálogo Contínuo entre as Agências encarregadas das Atividades de Resposta, os Responsáveis pelo Planejamento, os Gestores de Políticas e as Organizações de Desenvolvimento.

Assim mesmo, os Exercícios Frequentes de Preparação em Desastres, Incluindo os Simulados de Evacuação, também são essenciais para garantir uma rápida e eficaz resposta frente aos desastres.

A Organização e os Planos efetivos de preparação também ajudam a fazer frente a muitos dos desastres de pequena e média magnitude, os quais se produzem reiteradamente em muitas comunidades. As ameaças
naturais não podem ser prevenidas, mas é possível diminuir seu impacto ao reduzirmos a vulnerabilidade da população e suas fontes de sustento.

No Japão todos se sentem muito orgulhosos por estarem preparados em caso de terremoto. Durante o Dia da Prevenção de Desastres, que é celebrado todos os anos no Japão, muita gente de todas as partes do País participa em simulados de preparação em desastres, incluindo tanto os trabalhadores de emergência como o público em geral.

“É extremamente importante que estejamos todos preparados para tal ocasião (uma ameaça natural). Não somente as instituições públicas, e sim que cada um de nós deve pensar na preparação para a prevenção de
desastres e manifestá-la em nossas vidas cotidianas. O governo fará tudo que está ao seu alcance para que o Japão siga desenvolvendo sua capacidade de ser um país que pode enfrentar os desastres.

 Mas ao mesmo tempo, peço a cada um de vocês que faça o que está ao seu alcance, mediante a previsão dos danos que poderão ocorrer e ao contemplar os esforços de resgate que requeridos para que possam estar preparados para situações de emergência”.
Junichiro Koizumi, Primeiro-ministro do Japão.


Pôr hoje, é só, mas vejo vocês no nosso Segundo e Último Artigo. Fiquem a vontade para Curtir, Compartilhar e Dar Sugestões. Até lá.....



  
            



Referências:
http://www.eird.org/search/index.html?q=marco%20de%20acao%20de%20hyogo
http://www.defesacivil.cursoscad.ufsc.br/avea/file.php/9/Livro_DefesaCivil_5ed_Unidade_3_Revisado.pdf
http://www.integracao.gov.br/cidadesresilientes/pdf/mah_ptb_brochura.pdf
http://www.defesacivil.pb.gov.br/marco-de-hyogo
http://www.revistaemergencia.com.br/noticias/geral/defesa_civil_participa_de_encontro_sobre_o_marco_de_hyogo/AJyJAAja