quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Convivendo Com o Risco - Parte 2/2

            

Daremos continuidade ao nosso assunto, caso não tenha visto a primeira parte, volte lá e confira, e depois retorne para cá.

Muitos dos problemas associados aos desastres no Brasil podem ser explicados pela maneira
como o país se desenvolveu ao longo do século passado até o presente.

A População do País se tornou majoritariamente urbana a partir dos anos 60, sendo que atualmente mais de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas.

A rápida urbanização no Brasil, em um período de tempo relativamente curto foi acompanhada por um crescimento urbano muitas vezes desordenado e pelo despreparo das administrações locais em atender às necessidades básicas da população.

Esses fatores acarretaram o adensamento populacional e, muitas vezes, em áreas consideradas inadequadas à ocupação, bem como o surgimento de graves problemas estruturais nos municípios brasileiros.

Situações como essas têm como consequência uma série de problemas sociais e ambientais, que potencializam e até mesmo desencadeiam os desastres, aumentando a vulnerabilidade da população.

Pode-se dizer que a transformação de eventos em desastres é, em parte, sintoma de uma incapacidade de gerenciamento e planejamento da expansão urbana e do crescimento populacional, o que gera um cenário com falhas de infraestrutura, deficiências nos serviços públicos, degradação do ambiente urbano, aumento das ocupações irregulares, entre 
outros.

Diversos fatores sociais influenciam na intensidade dos desastres, tais como o acesso à informação e conhecimento sobre riscos, acesso à moradia adequada, segurança de renda e acesso a serviços financeiros, acesso a empregos formais, acesso a redes de suporte, inclusão etc.

Dessa forma, ao considerarmos o modo de vida urbana da sociedade brasileira, percebemos que os problemas associados aos desastres podem aumentar nos próximos anos se estes fatores sociais não forem também trabalhados dentro da gestão de risco de desastres.

A falta de moradia adequada é um dos maiores problemas sociais que contribuem para o aumento do risco de ocorrência de desastres. 

A dificuldade do acesso à moradia em áreas urbanas levou a um quadro de ocupação desordenada de áreas inadequadas, como encostas íngremes e planícies de inundação, fazendo, dessa maneira, com que a população de baixa renda se torne mais vulnerável aos desastres.

Em 2008, o déficit habitacional estimado correspondia a aproximadamente 5,5 milhões de domicílios, dos quais 86,5% estão localizados nas áreas urbanas. Neste mesmo ano, 10,9 milhões de domicílios não eram atendidos por, no mínimo, um dos serviços básicos essenciais: 

* Saneamento, Energia, Assistência Médica, Transporte, entre outros.

Destaca-se que as regiões mais afetadas pela falta de moradia são também as que concentram a maior parte dos registros de desastres no país (regiões nordeste, sul e sudeste).


Por hoje é só! Mas Daremos Sequência Nesse Assunto. Fiquem a Vontade para Curtir, Compartilhar, Twittar, Fazer Comentários ou Dar Sugestões. Vejo Vocês em Breve. Até......











Referências:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1110096/mod_resource/content/4/Cap%C3%ADtulo%203%20-%20Apostila%20-%20O%20desafio%20de%20conviver%20com%20o%20risco.pdf
http://www.mi.gov.br/