sábado, 1 de novembro de 2014

Conhecendo e Entendendo os Desastres no Brasil - Parte 2/2





Daremos continuidade ao nosso assunto, caso não tenha visto a primeira parte, volte lá e confira, e depois retorne para cá.

Os eventos de seca e estiagem se caracterizam por períodos prolongados de baixa ou ausência de chuvas em uma determinada região, de modo que a falta de precipitação provoque grave desequilíbrio hidrológico (CENAD, 2012). 

Os danos gerados por esse fenômeno são extremos, tendo em vista a importância da água para a manutenção da vida. 

Suas consequências estão associadas à escassez do regime hídrico dos rios, ocasionando danos à agricultura e pecuária  e carência de água para consumo humano.

Além disso, esses processos provocam a queda da umidade do ar, facilitando a ocorrência de queimadas.

Os Maiores Registros de Secas e Estiagens se dão nas:

* Regiões Nordeste, Sul e Sudeste, sendo distribuídos ao longo de todo o ano. 

Na Região Nordeste, os desastres relacionados à seca e estiagem ocorrem durante todo o ano. 

Já na Região Sul nota-se claramente a grande incidência de secas e estiagens nos meses 
de verão.

Vale lembrar a seca histórica ocorrida em 1877/1879, que foi uma das mais graves secas 
que atingiram todo o Nordeste.

O Ceará, intensamente atingido pela seca, tinha cerca de 800 mil habitantes à época, dos quais 120 mil (15%) migraram para a Amazônia e 68 mil para outros Estados. 

Aproximadamente metade da população da capital Fortaleza pereceu e a economia foi arrasada, assim como os rebanhos.

Os Movimentos de Massa envolvem o deslocamento de solo ou rocha vertente abaixo.

Em locais com ocupação humana, as consequências destes tipos de desastres são devastadoras e estão associadas à perda total ou parcial de moradias, deixando populações desabrigadas e um grande número de mortos.

Os movimentos do tipo deslizamento e queda de blocos são os mais recorrentes no Brasil. 

As ocorrências de movimentos de massa são mais comuns nas:

* Regiões Sul, Sudeste e Norte, principalmente entre os meses de novembro e março na Região Sudeste e de janeiro a fevereiro na Região Sul.

Os vendavais acontecem em decorrência de forte deslocamento de uma massa de ar, estando ligado a diferenças nos valores de pressão atmosférica (CENAD, 2012).

Seus danos estão associados à queda de árvores, danos às plantações e a fiações elétricas, acidentes provocados pelos objetos transportados pelo vento e danos em habitações. 

* Um vendaval ocorrido em 2013 no município de Porto Alegre/RS, o qual causou a queda de árvores em uma via pública com um elevado fluxo de automóveis.

Quanto a sua distribuição geográfica e sazonal por região brasileira, os vendavais ocorrem em todas as localidades do Brasil, porém com maior número de registros na:

* Região Sul do país.

O granizo consiste na precipitação sólida de grânulos de gelo de diâmetro igual ou superior a 5 mm. 

Esses processos causam danos a plantações, telhados e redes elétricas, bem como a queda de árvores, o que acaba por desencadear transtornos no trânsito, entre outros.

As precipitações de granizo ocorrem com maior frequência na:

* Região Sul, com ocorrência também na região Sudeste, sendo que o maior número de registros se dá nos meses de setembro e outubro.

A geada é produzida quando a superfície terrestre perde muita energia para a atmosfera devido à ausência de nuvens. 

A camada da atmosfera que está em contato com a superfície, que possui alguma umidade, condensa sobre o solo com a gradual redução da temperatura e congela quando a mesma atinge valores abaixo dos 0°C.

Os danos estão associados, principalmente, à agricultura.

A geada é um evento bastante localizado, o qual ocorre em apenas quatro estados brasileiros:

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. 

O maior número de registros se dá nos meses de julho a setembro na região Sul e nos meses de junho e julho no Sudeste do país.

A erosão consiste no desgaste do solo e das rochas e seu transporte, em geral, feito pela água da chuva, pelo vento ou, ainda, pela ação do vento.

E caracterizada como processo  natural, em grandes proporções, pode se tornar um desastre.

Os desastres vinculados aos processos erosivos concentram-se principalmente, nas:

* Regiões Centro-oeste, Nordeste e Sul.

Os incêndios florestais consistem na propagação do fogo na vegetação, sem controle (CENAD, 2013).

Os incêndios florestais podem ser tanto provocados pelo homem (queimadas propositais ou por negligência), ou por causa natural (como descargas elétricas e raios). 

Os danos estão associados principalmente à alteração de ecossistemas, perdas agrícolas e à poluição atmosférica.

Apesar de ocorrer em todas as regiões do Brasil, os incêndios florestais registrados no atlas apontam, principalmente, incêndios na:

* Região Norte.

No entanto, outras fonte de dados oficias, como o PREVFOGO/IBAMA, apontam para registros de incêndios florestais em todo o Brasil durante todo o ano.

Quanto à distribuição mensal, os registros do atlas destes desastres concentram-se entre os meses de julho e setembro. 

Por outro lado, de acordo com o PREVFOGO/IBAMA, observa-se que o fogo tem ocorrências ao longo de todo ano, sendo que a maior parte dos incêndios florestais ocorre entre os meses de julho e novembro, com pico marcante nos meses de agosto e setembro. 

Entre dezembro e abril, a incidência de incêndios é muito menor, salvo algumas exceções locais, como:

* O Sul da Bahia e o Estado de Roraima. 

As Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste seguem o padrão nacional, já na região Norte, outubro é o mês onde se concentram as queimadas, apresentando atraso em relação à tendência nacional. Roraima e Amapá, que têm a maior parte de seus territórios no hemisfério norte, fogem da tendência nacional, uma vez que os incêndios ocorrem principalmente em dezembro e janeiro.

No Nordeste, a época em que se concentram as queimadas tende a atrasar em relação ao período nacional também, como na região Norte.

Em particular, sul da Bahia, Pernambuco e Paraíba tendem a ter esse atraso mais pronunciado, queimando mais em dezembro e no início do ano.

Embora os desastres naturais se destaquem no Brasil, devido aos danos e prejuízos ocasionados pelos mesmos, há diversas modalidades de riscos pouco difundidas no país.

Esse é o caso dos desastres tecnológicos, os quais precisam de maior visibilidade, no sentido de preparar a população quanto às formas de autoproteção, reduzindo assim a vulnerabilidade das comunidades ameaçadas.

Os desastres tecnológicos são uma das consequências indesejáveis do desenvolvimento econômico e tecnológico.

Estes desastres se relacionam com o incremento das trocas comerciais e com o crescimento demográfico das cidades, quando não acompanhado pelo correspondente desenvolvimento de uma estrutura de serviços essenciais que seja compatível e adequada ao crescimento.

Apesar de estes desastres ocorrerem com maior frequência nos países mais desenvolvidos, costumam provocar maior volume de danos nos países em desenvolvimento em função da maior vulnerabilidade sociocultural, econômica e tecnológica dos mesmos (CASTRO, 2003).

Os desastres tecnológicos são recorrentes no Brasil, mas nem sempre são extremos ao ponto de gerar uma decretação de anormalidade, não sendo, portanto, registrados na SEDEC.

Nos Estados e Municípios, contudo, esses desastres geram mobilização do SINPDEC em nível local.

Os principais desastres tecnológicos no Brasil estão associados ao manuseio, transporte e
destinação de produtos perigosos e de substâncias radiológicas, incêndios, colapso de edificações, rompimento de barragens, descarte incorreto de resíduos. 


Além disso, Castro (2003) Destaca os Desastres em:

* Plantas e Distritos Industriais;
* Campos de Prospecção de Petróleo;
* Instalações de Mineração; 
* Terminais de Transporte; 
* Depósitos e Entrepostos de Produtos Perigosos; e
* Fábricas e Depósitos de Fogos de Artifícios, Pesticidas, Explosivos e Munições.


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Referências:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1110096/mod_resource/content/4/Capítulo%203%20-%20Apostila%20-%20O%20desafio%20de%20conviver%20com%20o%20risco.pdf
http://www.mi.gov.br/
http://rhama.net/wordpress/?p=281
http://www.ccst.inpe.br/wp-content/themes/ccst-
http://www.habitatbrasil.org.br/media/5547/d_
http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSNH/ArquivosPDF/DHB_2008_Final_2011.pdf
http://www.integracao.gov.br/cidadesresilientes/pdf/mah_ptb_brochura
http://www.integracao.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=